A saúde da mulher vai muito além da ausência de doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social. Nesse sentido, cultivar a autoestima e autocuidado são atitudes e práticas fundamentais para manter a qualidade de vida em todas as fases.
A relação entre autoestima e saúde da mulher
A autoestima está diretamente ligada às escolhas que a mulher faz em relação ao seu corpo e à sua vida. Mulheres com autoestima fortalecida tendem a buscar acompanhamento médico regular, manter hábitos saudáveis e valorizar o próprio bem-estar.
Por outro lado, a baixa autoestima pode aumentar a vulnerabilidade a quadros de ansiedade, depressão e distúrbios alimentares, impactando de forma significativa a saúde física e mental. Pesquisas apontam que mulheres são mais propensas a desenvolver transtornos emocionais relacionados à sobrecarga e à autoimagem, quando comparadas aos homens, reforçando a importância de estratégias de cuidado integral (BMC Public Health, 2024).
Autocuidado como prevenção e qualidade de vida
O autocuidado não se limita a momentos de lazer: ele é parte da prevenção de doenças e da manutenção da saúde. Isso inclui:
- Consultas periódicas com ginecologista e mastologista;
- Realização de exames de rotina, como papanicolau e mamografia;
- Hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e sono de qualidade.
A FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), em suas Diretrizes Clínicas da Ginecologia, reforça que essas práticas reduzem riscos de doenças crônicas, melhoram a longevidade e garantem maior bem-estar (FEBRASGO, 2021).
Saúde emocional: a base do equilíbrio
O estresse e a sobrecarga da rotina são alguns dos principais fatores que afetam a saúde mental feminina. Estratégias como psicoterapia, mindfulness, atividades físicas e grupos de apoio contribuem para fortalecer a saúde emocional.
A forma como a mulher percebe seu corpo também influencia diretamente sua autoestima. Em uma sociedade marcada por padrões estéticos irreais, muitas enfrentam frustrações e inseguranças. De acordo com orientações do Conselho Regional de Psicologia de Santa Catarina (CRP-12), práticas psicológicas voltadas ao acolhimento e à valorização da singularidade são essenciais para reduzir o impacto desses fatores e promover o equilíbrio emocional (CRP-12, 2024).
Ciclos da vida feminina e autocuidado
Cada fase da vida da mulher demanda um olhar específico para a saúde:
- Adolescência: início da vida reprodutiva, orientação sobre higiene íntima, menstruação e métodos contraceptivos;
- Vida adulta: conciliar maternidade, carreira e saúde, com foco em prevenção de doenças e bem-estar emocional;
- Climatério e menopausa: acompanhamento especializado para reduzir sintomas, prevenir osteoporose e doenças cardiovasculares.
A FEBRASGO ressaltam que o acompanhamento médico regular em todas as fases reduz riscos e amplia a qualidade de vida.
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Conclusão
Instituições de saúde têm papel fundamental no acolhimento e acompanhamento da mulher. No H.FOA, especialistas como ginecologistas oferecem suporte integral, desde consultas preventivas até acompanhamento. Além disso, campanhas como Outubro Rosa e Março Lilás reforçam a importância da prevenção e do cuidado contínuo, incentivando hábitos que fortalecem a autoestima e a saúde física e emocional.
Cuidar de si mesma não é vaidade, é uma forma de preservação da saúde. Autoestima e autocuidado caminham juntos e devem ser encarados como pilares fundamentais da vida da mulher. Ao adotar práticas de autocuidado e manter acompanhamento médico regular, cada mulher fortalece não apenas sua saúde física e mental, mas também sua qualidade de vida em longo prazo.
Revisão técnica: Renan de Andrade | CRP 05.54305











