H.FOA capacita equipe para reconhecimento precoce de alterações respiratórias e manejo de vias aéreas 

alterações

Alteração do nível de consciência, esforço para respirar, queda na saturação de oxigênio, excesso de secreção ou uma mudança repentina no comportamento do paciente podem ser sinais de que uma situação respiratória exige atenção rápida. Reconhecer essas alterações e saber como agir foi um dos focos do treinamento “Manejo de Vias Aéreas e Transporte Seguro”, realizado com a equipe assistencial do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA). 

A capacitação foi conduzida pela fisioterapeuta do H.FOA Priscila Senatore e envolveu profissionais que atuam em setores de atendimento a pacientes adultos, pediátricos e neonatais. A atividade também trabalhou a comunicação entre as equipes e a tomada de decisão diante de situações que podem evoluir para uma emergência. 

“O treinamento contribui para o reconhecimento precoce dos sinais de deterioração respiratória e de possível perda do controle da via aérea. Isso aumenta a segurança do paciente, melhora a tomada de decisão e favorece uma atuação mais rápida, organizada e integrada entre Enfermagem, Fisioterapia e equipe médica”, explicou Priscila. 

Durante o encontro, os profissionais revisaram sinais clínicos que precisam ser observados durante a assistência. Além das alterações respiratórias mais evidentes, algumas mudanças podem surgir antes de um agravamento e precisam ser consideradas pela equipe. 

“Entre os principais sinais estão alteração do nível de consciência, dificuldade ou incapacidade de proteger a via aérea, aumento do esforço respiratório, uso de musculatura acessória, alteração da frequência respiratória, queda da saturação de oxigênio, secreções em excesso, tosse ineficaz, alteração da voz ou presença de estridor. Agitação ou sonolência também podem representar sinais iniciais de deterioração clínica”, destacou. 

A proposta não ficou restrita a uma faixa etária ou unidade específica. O treinamento reuniu diferentes setores justamente porque a necessidade de reconhecimento precoce e acionamento da equipe pode surgir em diversos contextos assistenciais. 

Segundo Priscila, o hospital já trabalha com protocolos e rotinas relacionados à avaliação clínica, à monitorização dos pacientes e à identificação de sinais de deterioração. A capacitação permitiu retomar essas práticas e discutir como utilizá-las diante de possíveis comprometimentos das vias aéreas. 

“O treinamento reforça a importância da avaliação sistemática, da comunicação efetiva e do acionamento precoce da equipe responsável quando são identificados sinais de risco”, afirmou. 

A participação dos profissionais também abriu espaço para dúvidas e discussão de situações encontradas na rotina hospitalar. Para Priscila, esse envolvimento é especialmente importante em um tema no qual poucos minutos podem alterar a condução do atendimento. 

“Os participantes demonstraram bastante interesse, principalmente por se tratar de uma situação que pode ocorrer de forma rápida e exige reconhecimento e tomada de decisão ágil. Foi possível ampliar a percepção da equipe sobre os sinais de alerta e reforçar a importância do trabalho multiprofissional e da comunicação entre os profissionais”, contou. 

No atendimento a uma deterioração respiratória, identificar o que está mudando no paciente é uma etapa que antecede qualquer intervenção. Ao treinar esse olhar e revisar os fluxos de comunicação, a equipe ganha condições de acionar os recursos necessários mais cedo e conduzir a assistência com maior segurança. 

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