Em um hospital, cuidar da segurança de quem trabalha também faz parte da assistência. A rotina reúne profissionais expostos a diferentes situações e riscos, desde o contato com agentes biológicos e materiais perfurocortantes até questões ergonômicas, equipamentos, produtos químicos e condições próprias de cada setor.
É nesse ambiente que os novos integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA+A) do Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA) tomaram posse para a gestão 2026/2027.
A comissão reúne representantes de diversos setores da instituição com atuação voltada à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. No ambiente hospitalar, esse acompanhamento ganha uma dimensão particular pela diversidade de atividades desenvolvidas e pela necessidade de observar situações que envolvem tanto setores assistenciais quanto administrativos e de apoio.
Para Francisco Nogueira, técnico em Segurança do Trabalho do H.FOA, a chegada de novos integrantes também amplia as perspectivas dentro da comissão.
“Cada novo membro traz experiências, percepções e ideias diferentes, o que amplia nosso olhar sobre os riscos existentes e sobre as possibilidades de melhoria nos ambientes de trabalho”, afirmou.
A atuação da CIPA+A se soma às demais estruturas de segurança e saúde ocupacional do hospital. Além de observar condições de trabalho, a participação dos colaboradores permite identificar situações encontradas no cotidiano de diferentes setores e aproximá-las das ações de prevenção.
“Acredito que uma CIPA participativa e comprometida contribui diretamente para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, além de estimular o envolvimento dos colaboradores e fortalecer a conscientização sobre o cuidado com a própria segurança e com a dos colegas”, destacou Francisco.
A importância desse trabalho também está prevista nas normas que tratam da segurança ocupacional. A NR-5 estabelece que a CIPA tem como objetivo prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho, buscando compatibilizar a atividade profissional com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. Já a NR-32 trata especificamente da proteção de profissionais dos serviços de saúde e contempla riscos e condições presentes na rotina hospitalar.
Na gestão 2026/2027, a presidência da CIPA+A ficará sob responsabilidade de Ana Flávia Lopes. Para ela, o novo ciclo também passa pela aproximação entre diferentes áreas do hospital.
“Estar à frente da comissão nesta gestão será um grande desafio. Meu objetivo será fortalecer a parceria entre a CIPA+A, a Segurança do Trabalho e a Direção para que, juntos, possamos garantir cada vez mais um ambiente seguro, acolhedor e saudável para todos os colaboradores”, afirmou.
Para Francisco, essa participação coletiva é justamente o que permite transformar situações observadas no dia a dia em oportunidades de prevenção.
“Segurança do trabalho não se constrói sozinho. Ela se fortalece quando as pessoas participam, compartilham experiências e entendem que cuidar de quem cuida também é uma prioridade do hospital”, destacou.
Em uma instituição onde diferentes profissionais dependem uns dos outros para que a assistência funcione, a segurança também passa por essa rede. Identificar riscos, discutir soluções e incorporar práticas de prevenção à rotina ajuda a proteger quem trabalha e cria condições para que o cuidado oferecido ao paciente aconteça em um ambiente cada vez mais seguro.











